Primeiros passos para investir

 

Por falta de conhecimento sobre o mundo dos investimentos, muitas pessoas que pretendem começar a investir acabam desistindo no meio do caminho. Um dos principais motivos que levam a desistência é a dificuldade em aprender alguns conceitos básicos do mercado
financeiro.

Nesta primeira etapa do curso, vamos ensinar os primeiros passos a serem dados pelo investidor iniciante. Tomando algumas atitudes, começar a investir pode deixar de ser um bicho de sete cabeças e se tornar uma atividade prazerosa. Vamos começar?

 

1º passo: Estabeleça metas

O primeiro passo para quem quer começar a investir estabelecer metas. É aqui que você vai parar e pensar nos seus objetivos para os próximos anos. Para ficar mais fácil, o ideal é que você os separe em curto (até 2 anos), médio (de 2 a 5 anos) e longo prazo (acima de 5 anos).

Os objetivos podem ser vários, como viagem dos sonhos, festa de casamento, compra da casa própria, intercâmbio, pós-graduação, tirar um ano sabático, faculdade dos filhos, mudar de profissão, ter sua própria empresa, trocar de celular, entre outros.

Com tudo anotado, você vai pensar duas vezes antes de gastar dinheiro com algo desnecessário. Para incentivar, você pode colocar fotos daquilo que você quer em lugar de fácil observação, para que você nunca se esqueça. Acredite, isso ajuda bastante!

2º passo: Corte gastos

É nesta etapa que você vai colocar em prática o plano para conseguir alcançar todos os seus objetivos: chegou o momento de cortar ou pelo menos tentar diminuir aqueles gastos que estão te impedindo de alcançar os seus sonhos. Dicas para diminuir o consumo:

Roupas e sapatos

Pare de comprar todos os meses. Só compre quando for realmente necessário. Uma alternativa para diminuir os gastos é comprar em épocas de liquidação. Datas comemorativas como Natal, Ano-novo, Dia dos Pais e Dia das Mães costumam ter preços muito elevados. Esperar alguns meses para comprar pode fazer uma grande diferença no seu bolso.

Compras no supermercado

Nunca vá com fome e leve sempre uma lista das coisas que realmente estão em falta na sua casa. Quando fazemos compra sem uma lista definida, o cérebro acaba criando necessidades que, na verdade, não existem.

Outra dica de economia nos mercados são os programas de fidelidade. Algumas redes dão descontos bem atraentes para clientes que fazem parte do seu programa.

Planos de celular

Avalie o plano contratado e verifique se não há opções de planos mais em conta em outras operadoras. Por experiência própria, a diferença de valores pode ser bem grande.

Refeição fora de casa

O custo da alimentação em restaurantes, principalmente nas grandes cidades, não é nada barato. Muitas vezes, o valor do ticket-refeição que as empresas oferecem não é suficiente para almoçar. Uma opção saudável e econômica é levar marmitas. Dá um pouco de trabalho, mas a economia no final do mês ajuda muito no orçamento.

Nos finais de semana, tente ao máximo fazer refeições em casa e convide seus amigos e sua família. Além de ser um hábito mais saudável e econômico, você vai poder curtir um belo almoço ou jantar com as pessoas que você mais gosta. Se cada pessoa levar um prato, todo mundo economiza e sai satisfeito.

3º passo: Livre-se das dívidas

Este é um passo primordial para você que pretende começar a investir. Existem aquelas dívidas controladas e que são pagas mensalmente sem atrasos, mas também existem dívidas que, com o passar do tempo, podem virar uma bola de neve.

Se você é do time que usa sempre o cheque especial, tenha muito cuidado. Você precisa trocar essa dívida por uma mais barata. O empréstimo consignado, por exemplo, oferece taxas de juros com valores bem abaixo do que o limite de cheque especial que o banco coloca a disposição em sua conta corrente.

O cheque especial nada mais é que uma modalidade de empréstimo concedida pelos bancos. Por não exigir nenhum tipo de garantia do cliente, os bancos cobram valores exorbitantes de juros para quem utiliza o cheque especial, que podem ultrapassar facilmente os 300% por ano.

Pagar juros para os bancos todos os meses não se encaixa em quem quer se tornar um investidor. Pesquise no seu banco as opções de empréstimos com juros mais baixos. Utilize o valor do empréstimo unicamente para quitar a dívida. É muito comum ouvir pessoas que fizeram empréstimo consignado, por exemplo, mas depois de poucos dias voltaram a se endividar com o limite de cheque especial dado pelo banco. Para que isso não aconteça novamente, peça o cancelamento do cheque especial ao seu banco o mais rápido possível.

4º passo: Abra conta em uma Corretora

O quarto passo para quem quer começar a investir é abrir conta em uma Corretora ou Distribuidora de Valores. Mas qual é o real papel destas instituições?

As Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários (CTVMs) e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliáros (DTVMs) são instituições financeiras que tem um papel fundamental no mercado. São elas que fazem a intermediação dos negócios entre a pessoa que está interessada em investir (investidor) e a instituição que busca captar recursos (bancos, financeiras e empresas, por exemplo).

A captação de recursos acontece através da emissão de títulos como CDBs (Certificados de Depósito Bancário), RDBs (Recibos de Depósito Bancário), LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), Letras de câmbio, Debêntures, entre outros.

Qual é a diferença de uma Corretora para um Banco?

Conforme definição do Banco Central, os bancos comerciais são instituições financeiras privadas ou públicas que têm como objetivo principal proporcionar suprimento de recursos necessários para financiar, a curto e a médio prazos, o comércio, a indústria, as empresas prestadoras de serviços, as pessoas físicas e terceiros em geral. A captação de depósitos à vista, livremente movimentáveis, é atividade típica do banco comercial, o qual pode também captar depósitos a prazo.

Basicamente, na mesma instituição você consegue deixar um dinheiro parado na conta para uso diário (depósitos à vista), solicitar empréstimos (financiamento) e realizar investimentos (depósitos a prazo).

O ponto negativo é que a gama de investimentos que o banco comercializa é, normalmente, limitada ao que foi emitido por ele próprio. É como se você fosse no mercado e encontrasse apenas uma marca de um determinado produto, não sendo possível fazer a comparação com outras marcas e ver se o preço praticado é realmente vantajoso para você.

Diferentemente dos bancos, as corretoras e distribuidoras não fazem emissão de títulos. São instituições que atuam apenas como uma ponte entre o investidor e o emissor do título, e dão acesso aos mais variados tipos de investimento do mercado de diferentes emissores.

Escolha uma corretora

Agora chegou a hora de escolher uma corretora de valores para investir. É preciso levar em conta alguns fatores para a escolha corretora, como investimentos disponíveis, taxas cobradas, selo CETIP|Certifica e claro, o atendimento prestado.

Investimentos disponíveis

Há corretora com mais opções de fundos de investimento do que outra. Essa mesma corretora com menos opções de fundos de investimento pode ter mais opções de CDBs, por exemplo. Por isso que, para diversificar o seu portfólio de produtos e aproveitar algumas oportunidades de última hora, muitos investidores optam por ter conta em mais de uma corretora.

Taxas cobradas

As taxas cobradas são outro ponto de grande importância na escolha. Para quem investe em títulos públicos via Tesouro Direto, a taxa de custódia de 0,3% ao ano cobrada pela B3 é obrigatória. No entanto, as corretoras podem ou não cobrar uma taxa de administração, o que impacta diretamente na rentabilidade líquida do título adquirido. Atualmente, grande parte das corretoras não cobram taxa de administração. Para consultar as taxas cobradas pelas instituições habilitadas, basta clicar neste link http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto-instituicoes-financeiras-habilitadas.

Selo CETIP|Certifica

Por mais que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) assegure o investidor em alguns investimentos de renda fixa dentro dos limites estabelecidos, o selo CETIP|Certifica é uma segurança adicional, pois as instituições financeiras com esse selo são obrigadas a registrar os investimentos realizados junto a CETIP (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos) no CPF do investidor, incluindo ativos em que o registro não seja legalmente obrigatório, gerando muito mais segurança e transparência. A lista de todas as instituições que tem o selo CETIP|Certifica você encontra no campo “Instituições Credenciadas” do site https://www.cetip.com.br/cetipcertifica.

Atendimento

Amigo que é amigo está junto nas horas boas e ruins, certo? Com a sua corretora acontece o mesmo. De nada adianta taxa zero se o atendimento for péssimo no momento que você mais precisar.

Verifique os canais de atendimento oferecidos pela corretora. Existem assuntos que não precisam de uma ligação para ser revolvidos, bastando uma rápida conversa no chat. Quer testar se o atendimento é realmente bom? Faça algumas perguntas por telefone ou chat sobre a abertura da conta ou mesmo alguma dúvida sobre o investimento de interesse, e veja se o tempo de resposta e atendimento prestado atendeu as suas expectativas.

Processo de abertura da conta

O processo de abertura de conta nas principais corretoras é totalmente online e gratuito e, normalmente, exige apenas o envio de uma cópia do RG, CPF e comprovante de residência, além da assinatura de alguns contratos. O tempo de aprovação do cadastro varia de instituição para instituição.

Agora que você já sabe os primeiros passos que deve tomar para começar a investir, chegou a hora de aprender como funcionam os investimentos de renda fixa. Na próxima etapa do curso, você vai aprender tudo sobre títulos públicos. Até mais!

Deixe suas dúvidas nos comentários!

 

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