Orçamento familiar: como montar o seu

 


Nesse artigo você vai aprender a utilizar o método ABCD do professor e escritor Fabio Gallo para administrar e economizar seu dinheiro. A partir desse texto você não terá mais nenhuma desculpa para deixar de investir.

É cada vez mais comum encontrar pessoas que têm vontade de começar a investir em ativos financeiros, porém nunca investem alegando desconhecimento ou falta de recursos.

A internet nos últimos anos mostrou-se um grande aliado do mercado financeiro para acabar com a barreira do desconhecimento. O fácil acesso das pessoas a temas como renda fixa, tesouro Selic e fundo de ações têm ajudado a popularizar e desmistificar o mundo dos investimentos. Antes toda informação era concentrada no próprio mercado, universidades ou algum livro esquecido na biblioteca municipal.

Antigamente um entusiasta que tivesse o desejo de aprender tudo sobre investimentos, tinha um penoso caminho a percorrer até atingir seu objetivo final. Primeiro teria que encontrar alguém com bom conhecimento disposto a ensiná-lo ou comprar algum livro sobre o tema. O entusiasta em questão corria o risco de não encontrar ninguém disposto a ser seu tutor, ou até mesmo ter dificuldade em achar o livro certo. Hoje em dia tudo está ao alcance de um click, principalmente em nosso blog.

Vencida a barreira do desconhecimento, o potencial investidor se depara agora com outro problema: falta de recursos. E é aqui que entra a gestão do orçamento familiar. Existem diversos métodos de planejamento dos recursos e gastos familiar. Nesse artigo vamos focar em apenas um, que no nosso entendimento se adequa muito bem a realidade da maioria das pessoas. Você vai conhecer e aprender mais sobre o método ABCD desenvolvido pelo professor e escritor Fabio Gallo.

Orçamento e planejamento familiar

Assim como empresas, uma família também pode e deve controlar seus gastos e aumentar suas receitas. Toda empresa para esse fim faz um orçamento. Na maioria dos casos são feitos a partir de técnicas consolidadas e de muito prestigio. O orçamento familiar, tão importante quanto, pode ser feito com técnicas mais simples, porém eficazes.

Antes de mostrar a técnica, vou tentar te convencer da importância de um bom planejamento.

  • Independência financeira – você não vai precisar recorrer a empréstimos familiares ou bancários para honrar suas contas mensais.
  • Tranquilidade – ao final do mês enquanto você está mais preocupado em como passar o tempo com sua família, seus amigos estão quebrando a cabeça para pagar as contas.
  • Investimentos – ao se planejar bem você vai conseguir investir uma parte de seu dinheiro ao final do mês.
  • Conquistar objetivos – somado todas as vantagens anteriores você pode realizar seus sonhos como fazer uma viagem, um curso ou a aquisição de algum bem.

Gostaria de me alongar um pouco mais no segundo tópico. Com um orçamento bem executado, a autoestima e felicidade familiar crescem. É comum e notório que famílias endividadas e com gastos descontrolados brigam mais – é bom deixar claro que não é uma regra.

1ª Passo: calcular a renda mensal

O primeiro passo para construir um planejamento orçamentário familiar é identificar quais são as receitas correntes mensais. Calma! Vou explicar melhor. Receita corrente nada mais é que toda entrada de recursos esperada, ou seja, é toda renda que você tem certeza que vai receber periodicamente. Salários são considerados receitas correntes, como também bolsas ou auxílios governamentais. Não é considerada receita corrente uma entrada de recursos inesperada. Um bônus salarial ao final do mês ou a venda de um carro são considerados recursos não programados, ou seja, não são receitas correntes. Essas receitas são chamadas de extraordinárias. Por mais que você tenha planejado vender seu carro com meses de antecedência, ele ainda não pode ser considerado uma receita corrente. Para ser corrente a receita tem que ser periódica, ou seja, de tempos em tempos.

Esclarecido o que é receita corrente, você deve agora então contabilizá-las. Para facilitar o entendimento, nada melhor que um exemplo. Imagine uma família em que duas pessoas trabalhem, uma delas receba um salário de R$ 1.200,00 enquanto a outra receba R$ 1.000,00. Essa família não possui mais nenhuma receita mensal, então sua receita corrente é a soma dos salários, ou seja, R$ 2.200,00.

 

2ª Passo: Classificar as despesas

Nessa etapa é que entra de fato o método ABCD. As siglas que o nome carrega servem para separar por ordem de importância as despesas correntes de sua família.

A – Alimentação. É o grupo de despesa mais importante e que não deve ser cortada. São itens como arroz, feijão, leite, óleo, sal, entre outros. Atente-se para colocar aqui apenas alimentos essenciais para sua família. Barras de chocolate, por mais que sejam deliciosas, não entram aqui.

B – Básicos. São despesas relacionadas à moradia e higiene pessoal. Compõem esse grupo itens como aluguel (ou prestação da casa), contas/tarifas de água, luz, IPTU, gás e condomínio. Também fazem parte, gastos com transporte e produtos de higiene pessoal.

C – Confortável: Aqui são os itens que lhe proporcionam certo conforto, mas que podem ser facilmente cortados na hora do aperto. São exemplos: TV por assinatura, gastos com bares, restaurantes, cinema, salão de beleza, etc.

D – Dispensáveis ou desnecessários. Aqui são aquelas despesas que nem deveriam existir e que devem ser cortadas imediatamente. São dispensáveis: cartões de crédito extras com anuidade; contas correntes com taxas de serviço que você não utiliza; assinaturas diversas que você mal usufrui; entre outras coisas. Nós garantimos que você tem mais coisas nesse item do que possa imaginar!

Vou continuar o exemplo utilizado nas receitas e apresentar a tabela de despesas a seguir:

A família do exemplo está com o orçamento comprometido, mais precisamente em R$ 70,00. Desejando controlar seu gasto e investir, a família decide, por base na tabela, que deve trocar seu plano de celular e diminuir pela metade seus gastos com cinema e restaurantes. Digamos que optem por dois planos de forma que gastem R$ 80,00 mensais. A partir do próximo mês a família consegue reduzir em R$ 200,00 seu gasto (100 + 30 + 70). Agora sim a família possui um saldo disponível para investimentos.

Pronto, agora você já sabe como montar seu orçamento familiar. Caso você esteja com alguma dificuldade para fechar o mês, dê uma olhada nos itens C e D da sua lista e comece a cortar essas despesas. Se desejar aprender mais sobre esse método, a FGV disponibiliza um curso gratuito.

Por fim, investir!

Depois de montado seu orçamento, está na hora de pegar aquela sobra ao final do mês e começar a investir. Nós do App Renda fixa já falamos que o primeiro passo de todo investidor é criar uma reserva de emergência. Só depois de criado a reserva é interessante partir para investimentos de longo prazo. Atente-se antes de investir para seu perfil como investidor.

Ainda possui dúvidas sobre o Método ABCD? Compartilhe-as conosco!

Artigos que podem ser úteis para você: Como fazer aportes mensais para investir? | TED e DOC: Você sabe quanto paga?

 

Compartilhe este conteúdo

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no twitter
Twitter

Sobre Nós

A maior plataforma de investimentos do país. Encontre os melhores investimentos de acordo com seus objetivos gratuitamente.

Post Relacionados

investidor anjo

Você receberia ou se tornaria um investidor anjo? Para se destacar no

movimento fire

Já imaginou se aposentar antes mesmo de chegar aos 50 anos? Ou

bancos digitais

Vale à pena ter um? Quem já é cliente de um banco

Seguir

Mais Assisitidos

Fechar Menu
Abrir Chat
Olá, tudo bem? Me chamo Rafael e sou economista, como posso te ajudar?
Powered by