Emoções e investimentos: Experiências nas suas finanças

 


As suas emoções podem influenciar a forma como você faz os seus investimentos e também a maneira como você lida com as suas finanças e em virtude disso, é muito interessante que você aprenda a compreender melhor as suas emoções e encontre as melhores formas de lidar com elas.

Fazendo isso, você poderá obter um melhor controle das suas finanças e mais sucesso nos seus investimentos.

Para lidar melhor com as suas emoções e fazer com que o impacto delas nas suas finanças seja positivo, é importante conhecer quais são as suas crenças limitadoras e saber como agir de forma a afastá-las, criando um campo emocional mais saudável e engrandecedor, o que pode auxiliar bastante no seu sucesso financeiro.

Para ajudar você nessa caminhada, trazemos no artigo de hoje algumas estratégias para que você aprenda a lidar melhor com as suas emoções no que diz respeito aos seus investimentos e às suas finanças. Para saber mais, continue a leitura.

De que forma as emoções podem influenciar tomadas de decisão financeira

As crenças e os pensamentos que uma pessoa possui a respeito de si mesma, bem como a maior parte das crenças limitadoras, em geral, começa com uma negativa ou algum outro sinal de contrariedade.

Esses fatores, podem acabar levando a você a não conseguir adotar uma postura positiva em relação aos seus investimentos e às sua vida financeira.

Isso porque, aparentemente, pode ser muito mais fácil não fazer nada e apenas se conformar com o que aquela crença limitadora diz para você.

Essas crenças possuem um poder de limitar o seu potencial de sucesso e induzir você ao fracasso uma vez que cada um de nós, psicologicamente, mesmo que de maneira inconsciente, podemos reforçar a negatividade e então perder a capacidade de agir para realizar alguma coisa de fato.

Nesse sentido, o estudo das Finanças Comportamentais aparece como uma forma de questionar os pressupostos propostos pela economia tradicional.

Esses pressupostos prevêem um comportamento racional para se lidar com as finanças e os investimentos asseguram que os investidores arrisquem mais quando estão ganhando dinheiro e sejam avessos aos riscos nos momentos de perdas.

De acordo com as Finanças Comportamentais, porém, o entendimento é que as pessoas sentem aversão à perder, o que significa, em outras palavras, que as pessoas tendem a preferir não enfrentarem a dor de uma perda do que sentir o prazer de um ganho de mesmo porte.

Sendo assim, uma pessoa tende a ter mais facilidade em tomar as suas decisões baseadas em valores emocionais, como a satisfação dos desejos, a reação a um medo, entre outros.

Quando é necessário tomar uma decisão de forma mais racional, é necessário que a pessoa necessite de mais tempo para tanto.

O perfil de comportamento de uma pessoa, bem como o seu histórico em relação a outros tipos de tomada de decisão são fatores que causaram um impacto direto na maneira como ela vai lidar com as decisões acerca de seus investimentos e de outros aspectos da vida financeira.

É mais comum que as pessoas considerem histórias do que as estatísticas em momentos de tomada de decisão e isso pode fazer com que tudo se torne ainda mais instável.

As crenças e os sabotadores

Para aprender a lidar com as suas emoções de forma a evitar que elas influenciam seus investimentos é importante que você saiba o que são as crenças limitadoras e os sabotadores, bem como a forma como eles influenciam o seu comportamento.

CRENÇAS LIMITADORAS

As crenças dizem respeito a forma como você pensa acerca de si mesmo e grande parte das crenças limitadoras, como dissemos, parte de algum tipo de negativa e podem atrapalhar você a adotar uma postura mais positiva, afinal de contas, é mais simples não agir e apenas se conformar com aquela crença.

Essas crenças limitadoras podem induzir ao fracasso, limitando o seu sucesso, uma vez que, ainda que de maneira inconsciente, pode ser que você se programe para reforçar a crença negativa e perca a capacidade de agir para mudar algo de fato.

Muitas dessas crenças limitadoras foram construídas ao longo dos anos com base em pensamentos, acontecimentos e percepções passadas.

Por causa delas, de forma inconsciente, muitas pessoas podem se sentir culpadas por estarem em busca de melhoras em suas vidas financeiras, uma vez que podem ter aprendido em algum momento que pessoas ricas são infelizes ou que não merecem o reino do céu, por exemplo.

Entretanto, é necessário estar consciente de que o dinheiro em si é algo neutro e que são as nossas atitudes que podem transformá-lo em uma coisa boa ou ruim.

SABOTADORES

Os sabotadores, por sua vez, podem ser definidos como aqueles pensamentos que você tem consigo mesmo e que por vezes você repete ao mundo, em relação às suas capacidades e sobre você mesmo.

Esses sabotadores são responsáveis pelo fortalecimento das crenças limitadoras e fazem com que você caia em peças criadas pela sua própria mente.

 

Alguns exemplos de sabotadores são:

  • Não sou capaz de conseguir tal coisa;
  • Não mereço ter sucesso com isso;
  • Não consigo realizar a tarefa x;
  • Não posso fazer isso.

A autossabotagem pode surgir em decorrência de fatores como:

  • Experiências negativas que deixam emoções mal resolvidas de conflitos passados, que podem começar ainda na infância;
  • Opiniões que escutamos de familiares, na escola, na Igreja, na televisão, entre outros;
  • Experiências negativas que observamos na vida de outras pessoas e com as quais nos identificamos;
  • Comportamentos de outras pessoas nas quais nos espelhamos.

Os principais sabotadores são a falta de foco, a falta de motivação, a procrastinação, os pensamentos negativos e as crenças limitadoras.

Processos de mudanças de comportamento

No momento em que você percebe a influência de crenças limitadoras e de sabotadores na sua vida financeira e nas suas decisões acerca dos seus investimentos, é necessário então buscar formas para mudar o seu padrão de comportamento.

Sempre que precisamos fazer esse tipo de mudanças, nós somos desafiados a sair de nossa zona de conforto e é necessário passar por algumas fases, mesmo que essas fases não ocorram de forma consciente.

Essas fases são:

  1. O desequilíbrio

No momento em que você decide mudar, acaba enfrentando uma crise interna, na qual ideias e questionamentos podem tomar conta dos seus pensamentos. Esse é um momento de instabilidade, onde você começa a notar que precisa tomar caminhos diferentes dos quais já está acostumado.

  1. Descongelamento

Nesta fase você começa a desconstruir os conceitos e hábitos antigos para que possa dar lugar a novas formas de funcionar. Nesse momento, a ansiedade e a motivação tendem a ficar maiores.

  1. Incorporação

Aqui você passa pelo momento da decisão, percebendo então que mudar é inevitável. A saída é aprender e agir. Nesse momento, novos comportamentos já passam a fazer parte da sua rotina, embora ainda não de forma automatizada.

     4.Congelamento

Nessa fase, os novos comportamentos são estabilizados e a mudança é interiorizada.

É importante ressaltar que no momento de mudar o seu padrão de comportamentos para lidar melhor com as suas emoções de forma que elas não atrapalhem os seus investimentos e finanças, é aceitável que haja um certo grau de resistência.

Por isso, é muito importante que você esteja atento no tempo em que fica preso a cada uma das fases descritas acima para saber se está fazendo progressos.

Quanto melhor você conhecer as suas emoções, melhor você vai usar seus recursos financeiros

Para ter sucesso em qualquer área da sua vida, saber reconhecer suas próprias emoções e as melhores formas de lidar com elas é fundamental, e quando se trata de investimentos e finanças, as coisas não são diferentes.

O conhecimento sobre como as suas emoções funcionam e influenciam o seu comportamento ajuda você a ganhar tempo para pensar antes de dar uma resposta ao invés de agir no “piloto automático”.

Quando você reflete antes de tomar as decisões que precisa em relação aos seus investimentos e às suas finanças de forma geral, você pode avaliar as consequências daquilo que está prestes a fazer.

Por isso, é necessário, sempre que você precisa decidir algo, que você tire um tempo para pensar no assunto, caso contrário, se você não se der esse tempo, você pode acabar agindo de forma impulsiva e sem lógica.

O problema é que grande parte de nós, quando se trata de investimentos e finanças, pode agir exatamente dessa forma.

Se fossemos mais capazes de conhecer e avaliar as nossas emoções antes de gastar nosso dinheiro, com certeza as escolhas que tomamos no que diz respeito ao consumo seriam bem diferentes.

Agora você já sabe o que fazer para evitar que as suas emoções e crenças limitadoras atrapalhem os seus investimentos e causem impactos negativos nas suas finanças.

Se você gostou desse artigo e quer saber mais sobre o assunto, continue acompanhando as nossas publicações e confira também os nossos artigos anteriores no arquivo do blog.

 

Artigos que podem ser úteis para você: Como fazer aportes mensais para investir? | TED e DOC: Você sabe quanto paga?

 

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